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POLíTICA

UÍSQUE DE R$ 100 MIL: Vorcaro bancou festa de R$ 3 milhões em Londres com Moraes, Toffoli, Gonet, Motta e diretor da PF

UÍSQUE DE R$ 100 MIL: Vorcaro bancou festa de R$ 3 milhões em Londres com Moraes, Toffoli, Gonet, Motta e diretor da PF

Em 25 de abril de 2024, o banqueiro Daniel Vorcaro — hoje preso por ordem do STF — bancou uma exclusiva degustação de uísque escocês Macallan no George Club, em Londres. As garrafas servidas custam até R$ 100 mil cada, e a conta final superou US$ 640 mil — mais de R$ 3 milhões. Os convidados foram agraciados com garrafas do produto. Entre os presentes, estavam dois ministros do Supremo: Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

A lista completa, divulgada pelo Poder360 e confirmada pela Gazeta do Povo, incluía ainda o procurador-geral da República Paulo Gonet, o ministro do STJ Benedito Gonçalves, o diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues, o então ministro da Justiça Ricardo Lewandowski — cujos filhos tinham escritório de advocacia contratado pelo Master — e o atual presidente da Câmara Hugo Motta. Todos estavam em Londres para o 1.º Fórum Jurídico Brasil de Ideias, patrocinado pelo próprio Banco Master.

No mesmo dia da abertura do evento, Vorcaro enviou mensagem à então namorada se gabando: “Acabei de dar o discurso para os ministros… Todos ministros do Brasil, do STF, STJ etc. E euzinho discursando.” À época, o Master já havia contratado o escritório da Viviane Barci de Moraes. O cidadão que paga impostos tem o direito de perguntar: que tipo de julgamentos são feitos por magistrados que aceitaram presentes de R$ 3 milhões de um réu?

Toffoli foge — mas o registro fica

Não por acaso, o mesmo Toffoli que tomou uísque de luxo com Vorcaro se declarou suspeito para julgar tanto a prisão do banqueiro quanto a CPI do Master. A toga escapou, mas a foto ficou. O caso levanta questões éticas gravíssimas sobre a independência do Judiciário brasileiro e a promiscuidade entre o poder financeiro e as mais altas instâncias da República.

A questão não é se tomar uísque é crime. A questão é por que os guardiões da lei brasileira aceitam mimos milionários de investigados — e quem fiscaliza os fiscais.

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