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POLíTICA

DIREITA 2026: Ratinho Junior decide candidatura até fim de março e Eduardo Bolsonaro enfrenta veto jurídico ao Senado por SP

DIREITA 2026: Ratinho Junior decide candidatura até fim de março e Eduardo Bolsonaro enfrenta veto jurídico ao Senado por SP

Com o prazo de desincompatibilização se aproximando, o governador do Paraná Ratinho Junior (PSD) deve anunciar sua pré-candidatura à Presidência da República até o final de março. Cauteloso por natureza, o paranaense trabalha nos bastidores enquanto aguarda a decisão oficial do presidente do PSD, Gilberto Kassab, que também avalia os nomes de Ronaldo Caiado (GO) e Eduardo Leite (RS) para a corrida presidencial pelo partido. Em entrevista recente, Ratinho Junior se apresentou como “candidato da direita cidadã”, descartando o rótulo de “terceira via”.

Enquanto isso, a disputa pelo Senado em São Paulo acirra os ânimos dentro da direita. Jair Bolsonaro demonstra preferência por Ricardo Mello Araújo (PL), vice-prefeito de SP, enquanto Eduardo Bolsonaro articula dos Estados Unidos o lançamento de Mário Frias como candidato — com ele próprio na suplência. A ideia, porém, enfrenta obstáculos jurídicos sérios: advogados eleitoralistas alertam que a permanência prolongada de Eduardo no exterior pode comprometer seu domicílio eleitoral e inviabilizar o registro da chapa inteira.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, já descartou publicamente a candidatura de Eduardo Bolsonaro enquanto ele estiver fora do país. A solução mais provável passa pela aproximação entre Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro, que já demonstraram afinidade política e devem coordenar a escolha dos candidatos ao Senado paulista para maximizar os votos da direita em 2026.

Cenário presidencial se define até abril

A janela partidária, que se encerra em 3 de abril, força decisões que estavam represadas. Ratinho Junior terá que resolver a sucessão no Paraná antes de renunciar ao governo. Caiado e Eduardo Leite também têm seus próprios cálculos. O trabalhador conservador brasileiro observa atento: a direita precisa de unidade para derrotar Lula em outubro de 2026 — e o tempo para acertos está acabando.

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