OPERACAO LEGADO: Ex-Assessora de Flávio Bolsonaro É Denunciada por Lavar Dinheiro da Milícia de Adriano da Nóbrega
Rio de Janeiro, 21 de março de 2026 — A Justiça do Rio de Janeiro expediu mandados de prisão e de busca e apreensão no âmbito da Operação Legado, que investiga um esquema milionário de lavagem de dinheiro capitaneado pelo miliciano Adriano da Nóbrega — morto em 2022 durante operação policial na Bahia. Entre os alvos está Raimunda Veras Magalhães, ex-assessora do senador Flávio Bolsonaro e mãe do próprio Adriano da Nóbrega.
O Esquema
De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Raimunda integrou uma rede de pessoas e empresas utilizada pelo jogo do bicho, ligada à organização criminosa de Adriano da Nóbrega. A organização teria movimentado mais de R$ 8,5 milhões por meio da exploração de bancas de jogo do bicho em Copacabana, zona sul do Rio, em parceria com o bicheiro Bernardo Belo, além da venda de imóveis para ocultar a origem do dinheiro.
A Operação Legado representa um desdobramento da investigação sobre a estrutura criminosa que Adriano da Nóbrega liderava: uma milícia que combinava extorsão, jogo ilegal e tráfico para dominar territórios do Rio de Janeiro. A mãe e a ex-mulher de Adriano chegaram a ser contratadas como assessoras parlamentares no gabinete de Flávio Bolsonaro — fato que gerou investigação há anos mas que, até agora, não havia resultado em denúncia criminal por lavagem de dinheiro.
A Conexão Com o Gabinete
O envolvimento de familiares de Adriano da Nóbrega no gabinete de Flávio já era conhecido desde o escândalo do rachadinha — esquema de desvio de salários de assessores. O que a nova denúncia acrescenta é a imputação formal de participação ativa em rede de lavagem de dinheiro de organização criminosa, o que eleva a gravidade das acusações. A investigação aponta que o jogo do bicho era a fachada para girar recursos da milícia.
A Operação Legado mostra que as investigações sobre a estrutura criminosa de Adriano da Nóbrega continuam avançando, mesmo após sua morte. A Justiça do Rio de Janeiro quer responsabilizar quem manteve o esquema funcionando — e quem lavou o dinheiro.
Fonte: Jovem Pan News