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MUNDO

Irã tem novo líder supremo: Mojtaba Khamenei assume o comando após morte do pai em ataque dos EUA e Israel

Irã tem novo líder supremo: Mojtaba Khamenei assume o comando após morte do pai em ataque dos EUA e Israel

O Irã entrou em uma nova fase histórica. A Assembleia de Peritos — o órgão de 88 clérigos islâmicos responsável por eleger o líder supremo do país — escolheu Mojtaba Khamenei, de 56 anos, para suceder o pai, o aiatolá Ali Khamenei, morto em ataque realizado pelos Estados Unidos e Israel. A mídia estatal iraniana confirmou a escolha neste domingo (8/3). O nome Khamenei permanece no comando da República Islâmica.

Quem é Mojtaba Khamenei

Segundo filho de Ali Khamenei, Mojtaba é um clérigo de baixo perfil público mas de enorme influência dentro do aparato de segurança e ideológico do regime islâmico. Durante anos, atuou como articulador nos bastidores do regime, com ligações diretas à Guarda Revolucionária (IRGC) e às milícias xiitas que o Irã financia pelo Oriente Médio. Diferente do pai, que assumiu o poder de forma mais aberta em 1989 após a morte do aiatolá Khomeini, Mojtaba sempre preferiu o poder invisível. Sua escolha pela Assembleia de Peritos sinaliza que o regime não pretende mudar de curso — ao contrário, quer radicalizar a postura diante do confronto militar com o Ocidente.

O que muda com a nova liderança

A transição de poder ocorre em um momento crítico: o Irã está em guerra aberta com os Estados Unidos e Israel, tendo já sido atacado em solo e visto parte de sua infraestrutura militar e nuclear destruída. A escolha de Mojtaba — um linha-dura — descarta qualquer possibilidade de negociação de curto prazo. Analistas de segurança internacional avaliam que o novo líder deve endurecer a resposta iraniana, aprofundar os laços com a China e a Rússia e acelerar o programa de desenvolvimento de armas estratégicas. O Ocidente terá, pela frente, um líder ainda menos propenso ao diálogo do que Ali Khamenei.

O impacto global e o recado a Israel e aos EUA

A escolha de um filho do aiatolá morto é também um recado político: o regime islâmico não vai se render. Para Israel, que conduziu operações cirúrgicas contra alvos do alto escalão iraniano, e para o governo Trump, que autorizou os ataques, a mensagem é clara — a guerra não acabou. O mercado internacional de petróleo reagiu com alta, e analistas preveem que o conflito pode se intensificar nas próximas semanas antes de qualquer possibilidade de cessar-fogo. Para o Brasil, que tem relações comerciais com países da região, o impacto no preço dos combustíveis e na estabilidade do comércio global é uma preocupação concreta.

Fontes: Gazeta do Povo, mídia estatal iraniana

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