IDEOLOGIA DEI EXCLUI TRABALHADORES BRANCOS NO AUDIOVISUAL: Roteiristas Perdem Vagas por Cota Racial — Brasil e EUA Vivem a Mesma “Inclusão” que Exclui
Uma pesquisa detalhada sobre a indústria audiovisual americana expõe o que muitos já suspeitavam: as políticas DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão) viraram instrumento de exclusão disfarçado de justiça social. O roteirista Jacob Savage, de Los Angeles, documentou que homens brancos ocupavam 48% das vagas iniciais de roteiristas em 2011 — próximo à composição demográfica real do país. Em 2024, esse percentual despencou para 11,9%. A população branca nos EUA é de 56%. Alguém pode explicar como isso é “inclusão”?
No Brasil, a realidade não é diferente. O roteirista Fabio Danesi Rossi — vencedor do APCA, indicado duas vezes ao Emmy e criador da primeira série brasileira a ganhar remake nos EUA — relatou que a Netflix recusou aprovar um projeto seu porque a equipe de roteiristas seria composta só por homens brancos. A solução exigida: demitir alguém da equipe de confiança para incluir um desconhecido que preenchesse a cota de identidade. O trabalho, a competência e o histórico profissional passaram a contar menos do que a aparência física ou a orientação sexual do candidato.
O mecanismo é perverso: os profissionais mais experientes, já entrincheirados em posições de comando, ficaram protegidos. Foram os trabalhadores jovens — os que estavam tentando entrar no mercado — os mais prejudicados. A ideologia que prometia corrigir desigualdades criou uma nova casta de excluídos, desta vez por critérios de raça e identidade invertidos. Para o trabalhador brasileiro que sonha em fazer carreira no audiovisual, a mensagem é clara: seus méritos importam menos do que seu enquadramento numa pauta política importada. Isso não é diversidade — é discriminação com outro nome.