🚨 AO VIVO: CPMI do INSS entra em votação — governistas tentam relatório paralelo para enterrar indiciamentos de Lulinho e Weverton
Brasília, 27 de março de 2026 — A CPMI do INSS está em sessão decisiva nesta tarde de sexta-feira. Após horas de leitura do relatório do deputado Alfredo Gaspar (União-AL), a comissão precisa votar se aprova ou rejeita os indiciamentos propostos pelo relator — e os governistas já articulam um relatório paralelo para derrubar o documento.
O que está em jogo na votação
O relatório de Gaspar, com mais de 4.300 páginas, pede o indiciamento de 218 pessoas e recomenda investigações adicionais da PF e do MPF. O texto ainda não foi votado — trata-se apenas do parecer do relator, que precisa da aprovação da comissão para se tornar o documento oficial da CPMI.
Parlamentares aliados ao governo Lula articulam a apresentação de um relatório alternativo, com o objetivo de derrotar o texto de Gaspar e reduzir o alcance das investigações. A manobra é vista pela oposição como tentativa de proteger nomes próximos ao Palácio do Planalto.
Principais alvos do relatório de Gaspar
- Lulinho (Fábio Luís Lula da Silva) — filho do presidente; relator pede prisão preventiva e aponta repasses milionários via operadores do esquema
- Carlos Lupi — ex-ministro da Previdência de Lula; indiciado por “omissão deliberada e blindagem política”
- Senador Weverton Rocha (PDT-MA) — vice-líder do governo; apontado como “liderança política e suporte institucional” do esquema
- Daniel Vorcaro — controlador do Banco Master; indiciado por “falha de supervisão e conivência com o modelo fraudulento”
- Ministros Moraes e Toffoli — não indiciados, mas relatório recomenda que PF e MPF investiguem vínculos com Vorcaro e contratos do Master
Desvio de R$ 40 bilhões em dez anos
O relator afirmou que operadores movimentaram quase R$ 40 bilhões com apoio de fintechs e empresas de fachada “por anos”, com descontos indevidos diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
“Operadores negociavam percentuais sobre o produto do crime enquanto assinavam atos administrativos com aparência de plena regularidade”, afirmou Gaspar durante a leitura.
STF bloqueou prorrogação
A sessão ocorre após o STF negar, por 8 votos a 2, a prorrogação dos trabalhos da CPMI por mais 60 dias. A decisão encerra os trabalhos da comissão, obrigando a votação do relatório ainda nesta sexta — que pode se estender ao sábado (28).
Acompanhe
O Bom Senso News segue monitorando a sessão em tempo real. O resultado da votação define se os indiciamentos seguem para o Ministério Público Federal para eventual ação penal.
Fontes: G1 / Globo, Gazeta do Povo, CNN Brasil