GUERRA SE EXPANDE: Milícia pró-Irã mata soldado francês no Iraque — Macron condena ataque e cobra resposta
O conflito do Oriente Médio deu mais um passo perigoso rumo à guerra total. Um soldado francês foi morto nesta quinta-feira (12) em Erbil, no Iraque, em um ataque executado pelo grupo armado pró-Irã Ashab al-Kahf. É a primeira baixa da França no conflito — um país que não participa dos bombardeios contra o Irã, mas mantém tropas na região desde 2015 no combate ao Estado Islâmico.
O presidente Emmanuel Macron confirmou a morte do subtenente-chefe Arnaud Frion, do 7º Batalhão de Caçadores Alpinos de Varces. Outros militares ficaram feridos. Macron foi categórico ao condenar o ataque: “A guerra no Irã não pode servir de justificativa para ataques contra soldados franceses. Isso é inaceitável.”
O grupo Ashab al-Kahf, sem assumir formalmente o ataque, anunciou que passará a atacar “todos os interesses franceses” na região em resposta ao deslocamento do porta-aviões Charles de Gaulle para o Mediterrâneo Oriental. O sinal é claro: quem estiver no Oriente Médio vira alvo, independentemente de participar ou não dos bombardeios liderados pelos EUA.
Iraque no centro da tempestade
O ataque em Erbil ilustra a volatilidade crescente do teatro de operações. O Iraque, que tenta manter certa neutralidade, vê seu território sendo usado como campo de batalha por procuração. Grupos armados financiados e treinados pelo Irã operam livremente em seu solo, atacando alvos ocidentais enquanto Bagdá se vê acuada entre Washington e Teerã.
Conflito em números
Após duas semanas de conflito aberto, o balanço já contabiliza mais de 1.300 mortos no Irã e 773 no Líbano, segundo dados divulgados anteriormente. Os EUA reforçaram a região com 2.500 fuzileiros navais e um navio de guerra adicional. Trump anunciou escolta da Marinha para navios no Estreito de Ormuz, ameaçado pelo Irã de bloqueio exigindo pagamentos em yuan chinês.