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POLíTICA

MPF PERSEGUE RATINHO: R$ 10 MILHÕES por dizer que deputado trans não é mulher — Nikolas reage e chama Comissão de ‘agenda política’

MPF PERSEGUE RATINHO: R$ 10 MILHÕES por dizer que deputado trans não é mulher — Nikolas reage e chama Comissão de ‘agenda política’

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou nesta sexta-feira (13) uma ação civil pública pedindo a condenação do apresentador Ratinho e do SBT ao pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos. O motivo: o apresentador disse no ar que Erika Hilton — deputada federal eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher — “não é mulher, é trans”.

Ratinho respondeu nas redes sociais: “Crítica política não é preconceito.” A frase resume o que muitos trabalhadores e cidadãos pensam: há uma diferença entre opinar sobre cargos públicos e promover violência. Mas para o MPF, qualquer questionamento à identidade de gênero de uma parlamentar trans já é suficiente para acionar o aparato judicial contra um comunicador.

A ação foi ajuizada pelo procurador regional Enrico Rodrigues de Freitas, do Rio Grande do Sul. Além da multa milionária, o MPF quer a retirada do programa do ar, retratação pública pelos mesmos meios e horários, e que a União informe quais medidas está tomando quanto à concessão da emissora. Em outras palavras: censura disfarçada de processo judicial.

Nikolas na briga

O deputado federal Nikolas Ferreira não ficou de fora. Em posição que viralizou nas redes, ele aderiu à campanha “Ele Não” contra a eleição de Erika Hilton para a Comissão, afirmando que a presidência do colegiado deveria ser ocupada por quem representa as demandas reais das mulheres brasileiras — mães, trabalhadoras, donas de casa — e não servir de palco para a agenda identitária do PSOL.

A eleição que dividiu a Câmara

Erika Hilton foi eleita presidente da comissão com 11 votos contra 10 votos em branco — resultado que mostra a divisão do colegiado. A parlamentar afirmou que pretende dialogar com todas as mulheres. Porém, para metade dos membros da própria comissão, votar em branco foi preferível a legitimar a escolha. O cidadão que acompanha a política brasileira tem o direito de debater essa questão sem ser processado por isso.

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