BOLSONARO: 7ª INTERNAÇÃO EM 7 MESES — Bacteremia, saturação a 80% e família cobra domiciliar urgente
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado nesta sexta-feira (13) pela sétima vez desde sua prisão, iniciada em agosto de 2025. Desta vez, o diagnóstico é de broncopneumonia bacteriana bilateral com bacteremia — infecção que atingiu a corrente sanguínea — e a saturação chegou a cair para 80%, nível considerado crítico pelos médicos. Ele está na UTI do Hospital DF Star, em Brasília.
Em coletiva realizada neste sábado (14), a equipe médica foi direta: Bolsonaro “quase morreu” e ainda corre risco real de vida. Os especialistas pedem urgência na concessão de prisão domiciliar, argumentando que as condições de detenção na “Papudinha” — o 19º Batalhão da PM, para onde foi transferido em janeiro — são incompatíveis com o tratamento necessário.
O filho do ex-presidente, senador Flávio Bolsonaro, não poupou palavras: “Estão brincando com a vida do meu pai”. Aliados do ex-presidente e entidades de direitos humanos cobram explicações sobre as condições de saúde do preso. Enquanto isso, o aliado de Trump Jason Miller classificou o ministro Alexandre de Moraes como “corrupto” e disse que o STF é responsável pelo estado de saúde de Bolsonaro.
Histórico: 7 internações em menos de um ano
Desde agosto de 2025, quando começou a prisão domiciliar, Bolsonaro foi hospitalizado por infecções pulmonares, câncer de pele, crise de soluços, cirurgia intestinal, bloqueios do nervo frênico e agora esta pneumonia grave. É um histórico que deveria envergonhar qualquer sistema judiciário civilizado — um cidadão preso sem trânsito em julgado, adoecendo progressivamente sob custódia do Estado.
O que pede a defesa
Os advogados de Bolsonaro já protocolaram novo pedido de prisão domiciliar com base no agravamento do quadro clínico. A decisão está nas mãos do ministro Alexandre de Moraes, o mesmo que decretou a prisão preventiva em novembro de 2025 após alegar violação da tornozeleira eletrônica. O trabalhador brasileiro que acompanha o caso aguarda, mais uma vez, uma resposta do Supremo.