FAMÍLIA BOLSONARO PRESSIONA TRUMP A CLASSIFICAR PCC E CV COMO TERRORISTAS — Lula Rejeita e Teme Impacto nas Eleições de Outubro
A família Bolsonaro está pressionando o governo Trump para que os Estados Unidos classifiquem o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas, segundo reportagem do New York Times publicada nesta sexta-feira. A movimentação ganha força justamente enquanto Flávio Bolsonaro se consolida como pré-candidato à presidência para as eleições de outubro de 2026.
O que a designação significa na prática
Se Washington etiquetar PCC e CV como grupos terroristas, a Casa Branca poderá impor sanções financeiras a qualquer pessoa ou entidade que mantenha vínculos com as facções — uma ferramenta que os EUA já usaram contra o Cartel de Sinaloa e grupos no Caribe. O secretário de Estado Marco Rubio já havia sinalizado publicamente, no início do mês, que os EUA avaliam a medida e sugeriu que o Brasil tomasse a mesma posição. A proposta tem respaldo no histórico recente da administração republicana: a operação para captura do ditador Nicolás Maduro e os ataques no Pacífico a embarcações de tráfico de drogas mostram que Trump não hesita em agir na região.
Lula rejeita e teme a influência eleitoral
O governo Lula sinalizou que não pretende alinhar-se com Trump na designação das facções. Fontes do governo petista ouvidas pelo NYT admitiram que a preocupação real é o impacto eleitoral: a decisão americana poderia dar mais munição à oposição e reforçar a narrativa de que o PT é leniente com o crime organizado. Para o cidadão brasileiro que convive diariamente com a violência do PCC e do CV — de São Paulo ao Rio de Janeiro —, a recusa do governo em chamar as facções pelo que elas são representa uma escolha política acima da segurança pública.
Flávio Bolsonaro no centro do tabuleiro
O tema entra em cena num momento em que Flávio Bolsonaro lidera pesquisas para o 2º turno de 2026, derrotando Lula em todos os cenários do levantamento GERP de março. A aliança com o campo conservador americano — reforçada pela participação de Jason Miller, conselheiro de Trump, na CPAC em Dallas ao lado de Flávio — coloca a direita brasileira em sintonia com a maior potência do mundo. O PT, por sua vez, escolheu ficar ao lado das facções na mesa de negociações.