STF ENTERRA CPMI DO INSS: Supremo Rejeita Prorrogação por 8 a 2 e Força Encerramento até Amanhã — Aposentados Ficam sem Justiça
O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou, por 8 votos a 2, a prorrogação dos trabalhos da CPMI do INSS e derrubou a decisão do ministro André Mendonça, que havia concedido mais prazo à comissão. Com a deliberação, a CPMI precisa encerrar suas atividades até o dia 28 de março — e a corrida para votar o relatório final entrou em modo de emergência.
4.400 páginas, 200 indiciados e uma votação relâmpago
O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (PL), produziu um relatório de 4.400 páginas pedindo o indiciamento de mais de 218 pessoas — entre elas o filho do presidente, Luís Cláudio Lula da Silva, o ex-ministro Carlos Lupi e o vice-líder de Lula no Senado. “Ninguém que tenha tido participação por ação ou omissão será poupado”, declarou Gaspar. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (PODEMOS), admitiu que a sessão pode se estender até sábado para concluir a votação.
Governistas tentam enterrar o relatório
Enquanto o relator apresentava os resultados de meses de investigação sobre R$ 40 bilhões em desvios do INSS — dinheiro tirado das aposentadorias de trabalhadores brasileiros —, a bancada governista articulou um relatório paralelo para tentar derrotar Gaspar e blindar aliados do PT. O bate-boca no plenário foi histórico: o senador Lindbergh Farias (PT) chamou a sessão de “circo” e foi acusado de xingar o relator com palavrões. O STF, ao negar a prorrogação, acelerou o processo e pode ter contribuído para limitar ainda mais o alcance das investigações. O trabalhador que paga INSS a vida toda fica esperando.
O que vem a seguir
Após a votação, o relatório final deverá ser encaminhado à Polícia Federal, ao Ministério Público e a outros órgãos para análise. Caberá a essas instituições — muitas delas ligadas ao governo Lula — decidir se abrem ou não as investigações. Para os aposentados lesados, a espera por justiça continua.