⛽ GUERRA BATE NO BOLSO BRASILEIRO: Petróleo a US$115 Dispara Diesel e Gasolina — Especialistas Alertam para Alta da Inflação em 2026
A guerra no Oriente Médio deixou de ser apenas geopolítica e chegou diretamente ao bolso do brasileiro. Com o petróleo Brent batendo US$ 115 por barril — o maior nível desde março passado — o preço do diesel nos postos já subiu mais de 11% em uma semana, chegando a R$ 6,80 por litro.
O que causou a alta
Os ataques do Irã a instalações energéticas do Golfo Pérsico devastaram infraestrutura crítica: a estatal QatarEnergy informou que a capacidade de gás natural liquefeito (GNL) do Catar foi reduzida em 17% — efeito que pode durar entre 3 e 5 anos. Um porto de petróleo na Arábia Saudita também foi atingido por mísseis iranianos.
O impacto direto no Brasil
O diesel é o combustível que move a economia brasileira — caminhões, agronegócio, indústria e supermercados dependem dele. Com a alta:
- Frete rodoviário deve subir, encarecendo alimentos e produtos industriais
- Fertilizantes ficam mais caros — o Irã responde por 93,5% das importações brasileiras de adubos químicos
- Gasolina deve seguir o diesel — o item representa 5% do IPCA
- Dólar subiu para R$ 5,26, pressionando ainda mais importados
Alerta dos economistas
O economista Fábio Romão, da Logos Economia, alertou que os efeitos indiretos podem adicionar 0,11 ponto percentual à inflação em 2026 — e que o impacto deve aparecer nas prateleiras em cerca de um mês.
“Quanto mais o conflito se prolongar e comprometer o fluxo de petróleo pelo mundo, maior será a tendência de alta nos preços do barril”, afirmou André Braz, do FGV Ibre.
Ormuz e a crise global
O Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, segue no centro da crise. EUA e aliados europeus discutem missão militar para garantir a passagem de petroleiros. Trump descartou envio de tropas terrestres ao Oriente Médio por ora, mas pressiona o Congresso americano por verbas extras para o conflito.
O que vem por aí
Com o petróleo ainda em patamar elevado e o conflito sem sinal de resolução, o cidadão brasileiro deve esperar pressão nos preços por pelo menos os próximos seis meses, segundo especialistas ouvidos pelo G1, Gazeta do Povo e Jovem Pan.
Fontes: G1/Globo, Gazeta do Povo, Jovem Pan