Em meio à crise do Banco Master — que gerou um rombo bilionário e culminou na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro —, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu à pressão política na madrugada desta sexta-feira (20) e tentou transferir a culpa para a oposição.
Segundo o G1, Lula afirmou que a oposição tenta atribuir ao PT a responsabilidade sobre o rombo causado pela liquidação do banco, ignorando o histórico do escândalo que eclodiu durante o governo petista.
O Contexto do Rombo
O caso Master veio à tona com a Operação Compliance Zero, que revelou uma estrutura criminosa envolvendo o banco, o INSS e contratos suspeitos com o STF. Vorcaro foi preso em 4 de março e transferido nesta quinta-feira (19) para a superintendência da PF em Brasília, em meio a tratativas de delação premiada.
O escândalo inclui:
- Contratos milionários do INSS com entidades ligadas ao banco
- Contato de um número do STF com Vorcaro — investigado pela CPMI
- Filho de ministro do STF que recebeu R$ 281 mil de consultoria financiada pelo banco
- Ministros Moraes e Toffoli que se recusam a responder perguntas sobre o caso
Lula na Defensiva
A reação do presidente ocorre no momento em que a CPMI do INSS está na reta final, com relatório de 4 mil páginas prestes a ser votado. O PT teme que o escândalo afete diretamente as eleições de 2026, onde Flávio Bolsonaro lidera as pesquisas contra Haddad (44% a 31%, segundo Datafolha).
A declaração de Lula foi imediatamente rebatida por aliados da oposição, que apontam que o escândalo do Master ocorreu integralmente sob gestão petista — incluindo as nomeações no INSS e as relações com o STF.
O Que Vem Pela Frente
A votação no plenário virtual do STF sobre a manutenção da prisão de Vorcaro segue aberta até 23h59 desta sexta-feira (20). Apenas o ministro Gilmar Mendes ainda não votou. Enquanto isso, as tratativas de delação premiada avançam na sede da PF em Brasília.
Fontes: G1/Globo, Gazeta do Povo, CNN Brasil