🔍 ESCÂNDALO NO STF: Master e JBS Repassaram R$ 18 Milhões a Consultoria que Pagou R$ 281 Mil ao Filho de Nunes Marques
Uma investigação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), revelada com exclusividade pelo Estadão, expõe uma teia financeira que liga o Banco Master e a JBS ao filho do ministro do Supremo Tribunal Federal Kássio Nunes Marques. Segundo os documentos, as duas empresas repassaram, juntas, R$ 18 milhões a uma empresa de consultoria que, por sua vez, efetuou 11 transferências totalizando R$ 281.630 ao advogado Kevin de Carvalho Marques, de 25 anos — filho do ministro.
O escritório de Kevin é o único responsável pelo CNPJ. À época dos pagamentos, o jovem advogado tinha apenas um ano de experiência na OAB e se apresentava em site como especialista em fisco administrativo. O Coaf classificou as movimentações como "incompatíveis com a capacidade financeira" da Consult Inteligência Tributária, cujo faturamento declarado era de apenas R$ 25,5 mil — enquanto recebeu R$ 18 milhões de Master e JBS no período.
A revelação aprofunda a crise no STF, que já está sob escrutínio pelo envolvimento de ministros com o escândalo do Banco Master. O ministro Nunes Marques não comentou o caso. A JBS afirmou que contratou serviços tributários. O advogado Kevin negou irregularidades e disse que nunca atuou no Supremo. A pergunta que o trabalhador brasileiro faz é simples: por que uma consultoria de R$ 25 mil de faturamento recebe R$ 18 milhões de dois gigantes ligados ao STF e parte desse dinheiro vai parar no bolso do filho de um ministro?
O que o Coaf identificou
- Master transferiu R$ 6,6 milhões à Consult Inteligência Tributária
- JBS transferiu outros R$ 11,3 milhões à mesma empresa
- A Consult pagou R$ 281.630 ao escritório de Kevin Marques
- O Coaf apontou que os valores são "incompatíveis" com a empresa
- O fundador da Consult se retirou da sociedade logo após os repasses e voltou em março de 2026
A Procuradoria-Geral da República e o relator do caso deverão se manifestar sobre a necessidade de apuração. A CPMI do INSS, que já investiga conexões entre o setor financeiro e ministros do STF, pode ser o próximo foro a exigir explicações sobre essa rede de pagamentos.