O regime iraniano elevou o grau de agressividade no Estreito de Ormuz, a principal rota de escoamento de petróleo do planeta. Na última quinta-feira (12), forças da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) intensificaram operações contra embarcações no Golfo Pérsico, com relatórios confirmando que seis navios foram atingidos em menos de 48 horas, segundo a agência marítima britânica UKMTO.
Inteligência americana aponta que o Irã deu início à instalação de minas navais no leito do estreito — artefatos que podem ser de contato, de fundo ou fixados manualmente em cascos de navios. O arsenal iraniano estimado pelo Congresso dos EUA ultrapassa 5.000 unidades. O novo líder supremo Mojtaba Khamenei declarou em rede nacional que o fechamento do estreito permanece como “ferramenta de pressão” contra o Ocidente.
A estratégia é clara: guerra assimétrica com barcos suicidas, baterias de mísseis terrestres e drones subaquáticos. O Estreito de Ormuz concentra o trânsito de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo. Com o barril já acima de US$ 100, o trabalhador brasileiro sente no bolso os reflexos de um conflito que o governo Lula prefere ignorar enquanto debate subsídios paliativo com dinheiro público.
O que está em jogo
- 20% do petróleo mundial passa pelo Estreito de Ormuz diariamente
- Seis navios atingidos entre 11 e 12 de março de 2026
- Arsenal iraniano estimado em 5.000 a 6.000 minas navais
- Barril de petróleo supera US$ 100 pela primeira vez desde 2022
O Brasil, que depende de importações de diesel e derivados para manter sua produção agrícola, está diretamente exposto a esse choque externo. Enquanto o regime de Teerã usa o petróleo como arma geopolítica, o produtor rural brasileiro enfrenta filas, escassez e preços nas alturas — e o governo federal responde com subsídios bilionários que comprometem o equilíbrio fiscal do país.