🛢️ PETRÓLEO ULTRAPASSA US$ 100: Alta de 9% é a maior desde 2022 — Ormuz fechado e Irã ameaça novas frentes de guerra
O petróleo Brent ultrapassou a barreira histórica de US$ 100 por barril nesta quinta-feira (12), atingindo US$ 100,46 — o nível mais alto desde 2022. O WTI fechou a US$ 95,73, com alta de 9,74% no dia.
O que causou a explosão nos preços
A disparada de quase 10% em um único dia foi impulsionada por uma combinação explosiva de fatores:
- O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que o Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial — deve permanecer fechado e prometeu “vingança” pelas mortes iranianas na guerra com os EUA;
- Ataques iranianos a refinarias no Iraque durante a madrugada;
- Imagens de petroleiros em chamas no Estreito de Ormuz circularam nas redes sociais e provocaram pânico nos mercados;
- O Iraque suspendeu parte da sua produção e prepara rotas alternativas de exportação.
Produção global em colapso
A Agência Internacional de Energia (AIE) reduziu sua projeção de crescimento da produção petrolífera global de 2,4 milhões de barris por dia para apenas 1,1 milhão de barris/dia. Mesmo a liberação recorde de reservas emergenciais pelos países membros não foi suficiente para conter os preços.
A Saudi Aramco, maior petrolífera do mundo, informou que negocia a compra de drones ucranianos para proteger seus campos de petróleo dos ataques iranianos, segundo o Wall Street Journal.
Impacto direto no Brasil
Com o petróleo acima de US$ 100, o Brasil enfrenta uma tempestade perfeita:
- O diesel já escasseia no campo com produtores pagando R$ 7 o litro;
- A Petrobras cortou 30% do fornecimento às distribuidoras para abril;
- A colheita de arroz e soja está ameaçada em plena safra;
- A inflação deve acelerar com o choque de custos de transporte e energia.
Novo aiatolá escalona conflito
Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei — morto nos ataques iniciais dos EUA e Israel — assumiu o liderança suprema do Irã e adota postura ainda mais dura. Além de manter o bloqueio de Ormuz, ameaçou “abrir novas frentes” caso o conflito continue, elevando o risco de uma expansão regional da guerra.
Fontes: Jovem Pan, Gazeta do Povo, Estadão Conteúdo