🌍 DECLARAÇÃO FORMAL: Europa e Japão Exigem Fim do Bloqueio de Ormuz e Se Dizem Prontos para Ação Militar
Em uma declaração conjunta histórica, cinco países europeus — Reino Unido, Alemanha, França, Itália e Holanda — junto com o Japão exigiram nesta quinta-feira (19) que o Irã cesse imediatamente seus ataques a navios e infraestrutura energética, e sinalizaram prontidão para participar de operações militares no Estreito de Ormuz.
O que diz a declaração conjunta
Os seis países condenaram “nos termos mais fortes” os ataques iranianos contra:
- Navios desarmados em águas internacionais
- Infraestrutura civil e instalações de petróleo e gás
- O fechamento de fato do Estreito de Ormuz pelo Irã
Segundo a declaração, os ataques constituem violação direta da Resolução 2817 do Conselho de Segurança da ONU.
Os países declararam também sua prontidão em “contribuir com os esforços apropriados” para garantir a passagem segura pelo Estreito — sinal interpretado como abertura para compor a coalizão militar que os EUA vêm pedindo desde o início da guerra.
Contexto: pressão de Trump e escalada
A declaração vem dias após o presidente Donald Trump criticar publicamente os aliados por evitarem tomar partido no conflito contra o Irã. A postura americana havia gerado tensão com europeus, que até então buscavam uma posição mais diplomática.
Também nesta quinta, o Irã reivindicou ter atingido um caça F-35 americano — a mais avançada aeronave de combate do mundo —, que fez pouso de emergência. O piloto está em condição estável, segundo o Pentágono.
Impacto no Brasil: fertilizantes em risco
A Organização Mundial do Comércio (OMC) alertou que o bloqueio de Ormuz já afeta o fornecimento global de fertilizantes. O Brasil depende desta rota para 35% de suas importações de ureia — insumo essencial para a agricultura nacional.
“Não apenas 20% do petróleo consumido passa por Ormuz, mas também 30% dos fertilizantes, portanto, estamos falando de um impacto muito significativo nos importadores de alimentos e na segurança alimentar”, disse o economista-chefe da OMC, Robert Staiger.
Petróleo ultrapassa US$ 115
Com a escalada do conflito, o barril de petróleo superou US$ 115, e o preço do gás disparou após ataques a reservas de energia na região. O impacto já se faz sentir nos preços de diesel e gasolina no Brasil.
Fontes: Gazeta do Povo, G1/Globo, CNN Brasil