⚖️ FACHIN FECHA COM MORAES: Ministro do STF Defende Colega no Julgamento do “Golpe” e Diz que Alexandre Não Tentou Substituir o Tribunal
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), saiu publicamente em defesa de Alexandre de Moraes nesta quinta-feira (19), no julgamento dos acusados de participar da suposta tentativa de golpe de Estado em 2022. A declaração ocorre em meio às crescentes críticas da oposição e da base bolsonarista sobre o papel de Moraes nos processos do 8 de Janeiro.
O que disse Fachin
Segundo relatos do G1, Fachin afirmou que Moraes “não buscou substituir o tribunal” nos processos relacionados à tentativa de golpe, mas sim garantir que o STF “pudesse decidir” — uma defesa direta ao ministro-relator dos casos mais polêmicos do Supremo.
A declaração de Fachin reforça a posição majoritária do STF, que tem sido sistematicamente questionada pela oposição, por membros do Congresso e pela defesa dos acusados do 8 de Janeiro.
Contexto: críticas crescentes a Moraes
Alexandre de Moraes está no centro de uma série de polêmicas nos últimas semanas:
- A esposa de Moraes foi revelada como advogada de Vorcaro enquanto o ministro julgava desafeto do banqueiro
- O STM negou suspeição de Moraes no julgamento dos militares acusados do 8/1
- O caso Delgatti: Moraes barrou saidinha do hacker que teria forjado mandado de prisão do próprio ministro
- A CPMI do INSS e a CPI do Crime Organizado acusam o STF de travar investigações com decisões monocráticas
Reação da oposição
A defesa de Fachin é lida pela oposição como um movimento de solidariedade corporativa dentro do STF. Parlamentares bolsonaristas têm apontado que o tribunal age de forma coordenada para proteger Moraes de qualquer investigação ou questionamento sobre sua conduta nos processos políticos.
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, alertou na véspera que o STF tenta “garantir a impunidade de poderosos” e rasga a Constituição para proteger aliados.
O que vem a seguir
O julgamento dos acusados do 8 de Janeiro continua em andamento no STF. A postura de Fachin tende a endurecer ainda mais o clima de confronto entre o Judiciário e o Congresso Nacional, especialmente com a CPMI do INSS em contagem regressiva para votar seu relatório final.
Fontes: G1/Globo, Gazeta do Povo, CNN Brasil