🇺🇸 EUA AMPLIAM PRESSÃO SOBRE O BRASIL: Relatório Americano Acusa Moraes de Censura e Ameaça Sanções Comerciais ao Governo Lula
O governo dos Estados Unidos ampliou a pressão sobre o Brasil ao divulgar, nesta quarta-feira (1º), dois relatórios com críticas diretas ao país — um apontando entraves comerciais para empresas americanas e outro acusando o ministro do STF Alexandre de Moraes de censura global que pode interferir nas eleições presidenciais brasileiras de outubro.
Relatório Comercial: Brasil Enfrenta Risco de Tarifas
O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) divulgou um relatório crítico das relações comerciais com o Brasil, baseado na Seção 301 da Lei de Comércio — instrumento que permite a aplicação de tarifas e restrições contra países acusados de práticas desleais. O documento aponta:
- Tarifas elevadas e ambiente regulatório “pouco previsível”
- Propostas legislativas que podem prejudicar plataformas digitais americanas
- Exigências técnicas e regras de importação consideradas opacas
- Preocupação com tratamento preferencial ao Pix, que pode prejudicar empresas estrangeiras de pagamentos digitais
- Circulação de produtos falsificados, incluindo menção à Rua 25 de Março, em São Paulo
Comitê Judiciário Acusa Moraes de Censura Global
Paralelamente, o Comitê Judiciário da Câmara dos EUA acusou o Judiciário brasileiro de impor um “modelo de censura com alcance global”. O relatório aponta que decisões de Moraes determinaram remoção de conteúdos em redes sociais que atingiram inclusive usuários residentes nos Estados Unidos, em violação à liberdade de expressão protegida pela Constituição americana.
O documento cita diretamente os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro: o ex-deputado Eduardo Bolsonaro — que reside nos EUA — teria sido alvo de medidas que limitam sua atuação nas redes, e o senador Flávio Bolsonaro é mencionado como alvo de decisões que podem impactar o debate público às vésperas das eleições. O secretário de Estado Marco Rubio endossou o relatório, sinal de que a posição não é retórica.
O Que Está em Jogo para o Brasil
Segundo o estrategista Cezar Roedel, os dois documentos abrem uma “janela de possíveis sanções comerciais” contra o Brasil, que pode perder margem nas negociações com Washington. O encontro bilateral entre Trump e Lula — previsto para março — foi adiado por causa da guerra no Irã e ainda não tem nova data. O alinhamento do governo brasileiro com Irã, Rússia e China, somado à postura protecionista da economia brasileira, aumenta o risco de deterioração na relação com os EUA a menos de seis meses das eleições.
Fontes: Gazeta do Povo, Metrópoles, Reuters