⛽ DIESEL BATE R$ 7 NO BRASIL: Governo Fecha Acordo de R$ 4 Bi com 23 Estados para Segurar Preço — SP e RJ Ficam de Fora
O preço do diesel disparou no Brasil e atingiu os maiores valores desde agosto de 2022. Pressionado pela guerra no Oriente Médio — que fechou o Estreito de Ormuz e derrubou 20% da oferta mundial de petróleo — o governo federal anunciou um acordo emergencial de subvenção de R$ 1,20 por litro, dividido entre União e 23 estados. O trabalhador caminhoneiro e o empreendedor do agronegócio são os mais afetados.
Diesel Mais Caro Desde 2022
Os números são alarmantes para qualquer família brasileira que depende de transporte e alimentos:
- Diesel S-10: saltou 14%, chegando a R$ 7,065 por litro na média nacional
- Diesel comum: subiu 12,9%, alcançando R$ 6,923 por litro
- Acre: diesel S-10 a R$ 7,980 — o mais caro do país
- Tocantins e Roraima: médias acima de R$ 7,40
- Mato Grosso e Goiás: acima de R$ 7,37, em plena safra
A defasagem entre o preço interno e o custo de importação chegou a 48% nesta quinta-feira (2), segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). A zeragem do PIS/Cofins, adotada pelo governo, não foi suficiente para conter o avanço nas bombas.
O Acordo: R$ 4 Bilhões por Dois Meses
Articulado pelo Confaz, o acordo prevê subvenção de R$ 0,60 por litro custeada pela União e mais R$ 0,60 pelos estados. O custo total estimado é de R$ 3,5 a R$ 4 bilhões em dois meses. A Petrobras, responsável por 77% das vendas de diesel no país, foi a única grande distribuidora a aderir.
O acordo, porém, tem falhas graves: São Paulo, Rio de Janeiro, Rondônia e Pará ficaram de fora. O Rio cita falta de espaço fiscal; SP aguarda a medida provisória; e Pará nem se pronunciou. Sem os maiores estados, o impacto prático para o trabalhador e o empreendedor de transportes será limitado.
Financiamento Polêmico: Novo Imposto na Exportação
Para bancar sua parte, o governo federal criou uma taxação de 12% sobre a exportação de petróleo bruto e de 50% sobre a exportação de diesel — medida que gerou críticas do setor privado e do agronegócio. Na prática, o governo aumenta imposto de um lado para subsidiar de outro, num movimento circular que não resolve o problema estrutural do preço dos combustíveis para o cidadão.
Fontes: Gazeta do Povo, FIPE/Veloe, Abicom, Comsefaz