⏳ PRAZO ENCERRA HOJE: Gilmar Mendes É O Único Voto Pendente na Prisão de Vorcaro — STF Decide Até Meia-Noite
O Supremo Tribunal Federal (STF) deve concluir ainda hoje, sexta-feira (20), o julgamento virtual que avalia a manutenção da prisão preventiva de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O prazo para votação no plenário virtual encerra às 23h59 de hoje, e o único ministro que ainda não se manifestou é Gilmar Mendes.
Julgamento com resultado já definido
A Segunda Turma do STF já referendou a prisão por maioria: os ministros Luiz Fux e Nunes Marques acompanharam o entendimento do relator, ministro André Mendonça, que determinou a detenção na Operação Compliance Zero. Apenas o voto de Gilmar Mendes está em aberto.
O ministro Dias Toffoli, ex-relator do inquérito do Banco Master, se declarou suspeito de julgar o caso — por motivo de foro íntimo — e não participou da votação.
Vorcaro já sinaliza delação
Na véspera do prazo, o cenário em torno de Vorcaro tomou um rumo explosivo. O banqueiro foi transferido da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal, em decisão de Mendonça atendendo pedido da defesa — movimento que especialistas interpretam como sinal claro de que as tratativas de delação premiada avançaram.
Segundo a Gazeta do Povo e a Folha de S. Paulo, Vorcaro já assinou o acordo de confidencialidade com a PF e a PGR — primeiro passo formal para formalizar uma colaboração premiada. O empresário teria deixado claro que não vai “poupar ninguém”.
O que pode mudar com o voto de Gilmar
- A prisão já está referendada por 3 votos a 0 (Mendonça, Fux e Nunes Marques)
- Mesmo que Gilmar vote pela soltura, o placar seria 3 a 1 — a prisão se mantém
- O voto de Gilmar terá peso simbólico e político, sobretudo dado seu histórico de aproximação com o universo do Master
- Gilmar já anulou investigação da CPI contra fundo ligado ao banco nesta semana
Contexto: o que é a Operação Compliance Zero
A Operação Compliance Zero é conduzida pela Polícia Federal e investiga Vorcaro por suposta fraude bilionária envolvendo o Banco Master — incluindo a venda de CDBs a investidores e subsequente transferência de ativos deteriorados para o BRB (Banco de Brasília). A PF teria encontrado indícios de que o empresário mantinha uma estrutura particular para monitorar e intimidar desafetos.
A ação envolve também João Carlos Mansur, ex-controlador da Real Master, que seria co-delator potencial. E tem como pano de fundo político as conexões de Vorcaro com nomes de peso da política e do STF — que ele prometeu não poupar na delação.
Fontes: Gazeta do Povo, Folha de S. Paulo, G1/Globo