⚖️ DELAÇÃO VORCARO: Banqueiro Assina Acordo de Confidencialidade com PF e PGR — Processo Formal de Colaboração Premiada Está em Curso
A delação de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, deixou de ser especulação para se tornar um processo formal em andamento. Segundo informações confirmadas pela Gazeta do Povo, o banqueiro já assinou o acordo de confidencialidade com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República — o primeiro passo legal para uma colaboração premiada.
O que o acordo de confidencialidade significa
Pela Lei das Organizações Criminosas (Lei 12.850/2013), o recebimento de uma proposta de delação marca o início das negociações e constitui o “marco de confidencialidade”. A partir desse ponto, qualquer vazamento das tratativas configura violação de sigilo e pode levar ao indeferimento sumário do acordo. O fato de o acordo ter sido formalizado sinaliza que tanto a PF quanto a PGR avaliam que Vorcaro tem informações de valor suficiente para justificar o processo.
A transferência de Vorcaro da Penitenciária Federal da Papuda para a Superintendência da PF em Brasília é coerente com essa fase: a Lei 12.850/2013 prevê que um delator pode cumprir prisão cautelar em estabelecimento diverso dos demais réus. Chegou de helicóptero, algemado — e agora negocia sua colaboração a metros de onde os fatos serão investigados.
Novo advogado, nova estratégia
O advogado José Luís Oliveira Lima assumiu a defesa de Vorcaro na semana passada e já se reuniu com o ministro André Mendonça, do STF. Segundo relatos, o tema da colaboração foi central na conversa e o banqueiro estaria disposto a “não poupar ninguém” — expressão que circula entre fontes próximas ao caso e que tem deixado autoridades de vários poderes em estado de alerta.
O que está no radar
Relatórios investigativos apontam conexões entre o Master e nomes do STF, do governo e do parlamento. A ex-noiva de Vorcaro, Marta Graef, deve ser ouvida na CPMI do INSS e pode revelar com quem o banqueiro conversava. O ministro Alexandre de Moraes e o ministro Dias Toffoli têm sido questionados sobre mensagens trocadas com o número do STF identificado nas operadoras — mas seguem em silêncio. A delação pode mudar esse cenário de vez.