VORCARO PRESO: Mendonça revela 7 bombas — 8 celulares intocados, grupo armado ativo e R$ 2,2 bi bloqueados
O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro neste sábado (14), e o voto de 23 páginas do ministro André Mendonça expôs detalhes devastadores sobre a organização criminosa que vão muito além do que se sabia até agora. Fux e Nunes Marques acompanharam o relator. Gilmar Mendes — o eterno escudeiro dos poderosos — foi o último a votar, mas a vitória já estava consolidada.
A primeira revelação é explosiva: a Polícia Federal analisou apenas um celular de Vorcaro. Há oito aparelhos ainda intocados. Tudo o que veio à tona — contratos milionários, mensagens com Alexandre de Moraes, relações com Dias Toffoli — saiu de um único dispositivo. Segunda bomba: o grupo “A Turma” não era apenas um chat de WhatsApp. Era uma organização armada, miliciana, que ameaçou fisicamente um ex-capitão de barco com sete homens enviados pelo banqueiro. Terceira: esse grupo ainda está ativo, com até seis membros não identificados em liberdade.
Quarta revelação: dois integrantes do núcleo tecnológico — os hackers da organização — foram interceptados na BR-381 durante a operação. Quinta: Mendonça expôs o “Projeto DV”, no qual Vorcaro oferecia até R$ 2 milhões a influenciadores para veicular conteúdo favorável a ele e atacar o Banco Central — obstrução de investigação em forma de compra de narrativa. Sexta: há risco real de fuga. O banqueiro tenta vender uma aeronave por US$ 80 milhões, e na primeira prisão estava embarcando para Dubai — o mesmo destino de férias do ministro Alexandre de Moraes. Sétima: R$ 2,2 bilhões bloqueados na conta do pai de Vorcaro na gestora Reag, investigada por lavagem para o PCC. Quando houver pressão suficiente, a delação de Vorcaro pode redefinir a política brasileira.