TRÊS BOMBAS ANTES DE 2026: Guerra, Bolsonaro na UTI e tensão com Trump redefinem a disputa eleitoral
O Brasil entra na reta final antes das eleições de 2026 com um cenário marcado por três fatores imprevisíveis que podem definir o destino do país: a guerra entre EUA e Irã, o estado grave de saúde de Jair Bolsonaro — que cumpre pena em regime fechado — e as tensões crescentes entre Brasília e Washington. Cada um desses elementos tem potencial para remodelar o tabuleiro eleitoral nos próximos meses.
A guerra no Oriente Médio já fez o barril de petróleo atingir US$ 120, gerando pressão inflacionária direta sobre combustíveis, alimentos e transporte. O governo reagiu com desoneração do diesel e subsídios temporários — mas analistas alertam: é remendo de curto prazo em uma crise de duração incerta. Para o trabalhador e o empreendedor, isso significa perda de poder de compra no pior momento, às vésperas do julgamento eleitoral do atual governo.
A hospitalização de Bolsonaro com broncopneumonia bilateral, enquanto cumpre pena, produziu um efeito político inesperado: humanizou o ex-presidente perante parcelas da opinião pública e reacendeu a narrativa de perseguição política. Ao mesmo tempo, consolidou o senador Flávio Bolsonaro como herdeiro do movimento conservador. Analistas lembram que, em 2018, a facada em Juiz de Fora praticamente definiu a eleição. “É imprevisível o impacto da eventualidade do ex-presidente falecer estando preso em regime fechado”, afirmou o cientista político Felipe Nunes, da Quaest.
O fator Trump
As fricções diplomáticas com os EUA completam o quadro. A tentativa frustrada do conselheiro americano Darren Beattie de visitar Bolsonaro na prisão — com o Itamaraty cassando o visto — e a investigação comercial contra o Brasil sinalizam um ambiente mais tenso entre Brasília e Washington. Para a direita brasileira, a proximidade com Trump é um ativo eleitoral. Para o atual governo, um passivo crescente. As eleições de outubro de 2026 já começaram — e o campo está se definindo agora.