RACHA NO STF: Moraes e Toffoli enfrentam isolamento de colegas — mas rede de proteção ainda resiste
Os bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF) revelam um quadro inédito: os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli enfrentam crescente isolamento interno após o escândalo do Banco Master. Segundo análise de especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo, colegas de Corte evitam se manifestar publicamente em defesa dos dois ministros, sinalizando um desconforto sem precedentes no tribunal.
O mal-estar ficou evidente após uma pesquisa da consultoria Meio/Ideia revelar que 69,9% dos brasileiros consideram que a credibilidade do STF foi impactada negativamente pelo escândalo envolvendo Vorcaro. Entre os que conhecem o caso, 35% associam diretamente o escândalo ao STF. O levantamento foi feito com 1.500 entrevistas telefônicas entre 6 e 10 de março.
Para o constitucionalista Alessandro Chiarottino, o silêncio dos ministros é sintomático. “O desconforto entre os integrantes do tribunal se tornou inevitável”, avaliou, apontando pressões da própria comunidade jurídica por esclarecimentos. Nos bastidores, parte dos ministros considera que episódios como o inquérito aberto por Moraes durante o recesso do Judiciário — além dos contratos ligados ao escritório de sua esposa com o banco — ampliaram o desgaste público de forma irreversível.
Proteção que ainda sustenta
Apesar do isolamento, Moraes e Toffoli ainda contam com uma rede de proteção institucional. Gilmar Mendes classificou as críticas como “barbárie institucional” e o presidente da Corte, Fachin, assinou nota questionando a legitimidade do pedido da PF de declarar suspeição de Toffoli. O escudo ainda existe — mas vai ficando mais apertado a cada semana de escândalo.