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MUNDO

PRESSÃO DOS EUA: Escândalo do Master reabre debate sobre sanções da Lei Magnitsky contra Moraes

PRESSÃO DOS EUA: Escândalo do Master reabre debate sobre sanções da Lei Magnitsky contra Moraes

A possibilidade de os Estados Unidos recolocarem o ministro Alexandre de Moraes na lista de sanções da Lei Magnitsky voltou ao centro do debate internacional. O escândalo do Banco Master — com contratos do escritório ligado à esposa de Moraes e a proibição de visita de um assessor de Trump a Bolsonaro — adicionou novos elementos à pressão que o governo americano já exercia sobre o ministro do STF.

A Lei Magnitsky é um instrumento legal americano que permite sanções — como bloqueio de bens e proibição de entrada nos EUA — contra autoridades estrangeiras acusadas de violar direitos humanos ou corrupção. Em 2024, os EUA já haviam aplicado sanções a Moraes, que depois foram suspensas. Agora, com o escândalo do Master, especialistas avaliam que a pressão para retomada das punições aumentou consideravelmente.

Além do caso Master, entram na equação a disputa sobre regulação das redes sociais, os interesses dos EUA em minerais críticos brasileiros e a decisão de Moraes de proibir a visita do enviado americano a Bolsonaro — ato que o próprio Itamaraty tentou justificar como “interferência estrangeira”. Para trabalhadores e empreendedores brasileiros, a possibilidade de sanções americanas contra um ministro do STF é um sinal claro de que a crise institucional do país já ultrapassou fronteiras.

Relação tensa com Washington

A relação entre o STF e o governo Trump nunca foi mais tensa. Enquanto o ministro bloqueia visitas de assessores americanos e investiga jornalistas que cobrem o escândalo, Washington avalia seus próximos passos. A Lei Magnitsky está sobre a mesa — e o escândalo do Master pode ser o gatilho para que ela volte a ser acionada.

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