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POLíTICA

PT DENUNCIA BLINDAGEM NA CPMI DO INSS: Pastores investigados protegidos pelo comando — Viana exige dados do STF em 48 horas

PT DENUNCIA BLINDAGEM NA CPMI DO INSS: Pastores investigados protegidos pelo comando — Viana exige dados do STF em 48 horas

A CPMI do INSS voltou a ser palco de manobras suspeitas nesta sexta-feira (20). Um deputado do PT acusou o comando da comissão de realizar uma suposta blindagem ao pastor evangélico Gilmar Lagoinha, investigado por desviar recursos previdenciários que deveriam chegar aos aposentados e trabalhadores brasileiros. A acusação, que virou o dia de cabeça para baixo na comissão, expôs o racha dentro do próprio governo.

O que está em jogo na CPMI

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS foi criada para investigar um esquema bilionário de desvios de contribuições sindicais e recursos da previdência. No centro das investigações está um grupo de pastores e associações religiosas que teria usado convênios com o INSS para desviar verbas destinadas aos segurados. Lagoinha, fundador de uma das maiores igrejas evangélicas do Brasil, aparece em documentos como beneficiário de transferências suspeitas — algo que ele nega categoricamente.

PT acusa blindagem — mas o próprio governo tem interesse no silêncio

A ironia é que o PT, que usa o escândalo do INSS como munição contra a direita, agora se vê obrigado a denunciar a blindagem de um aliado religioso. O comando da CPMI, segundo o parlamentar petista, estaria limitando o tempo de depoimento e impedindo perguntas mais incisivas ao pastor. O senador Eduardo Viana, relator da comissão, deu prazo de 48 horas para que o STF envie dados telefônicos que poderiam esclarecer trocas de mensagens entre envolvidos no esquema e números ligados ao tribunal. A resposta do STF — ou o silêncio — será o termômetro da transparência que tanto se prometeu.

Trabalhadores lesados esperam por Justiça

Enquanto a política se enrosca em seus próprios interesses, quem paga a conta são os aposentados e segurados do INSS — trabalhadores que contribuíram a vida toda e viram seus direitos serem sugados por um esquema que mistura fé, política e corrupção. A CPMI precisa funcionar sem blindagens, sem acordos de bastidor e sem interferência do STF. O Brasil merece respostas.

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