PRF AMEAÇA PARALISAÇÃO: Policiais entram em estado de alerta após governo Lula retirar fundo anticrime do projeto antifacção
A Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF) declarou estado de alerta nesta quinta-feira (12) em assembleia extraordinária, sinalizando risco concreto de paralisação da categoria. O pivô da tensão é a retirada do Fundo de Combate às Organizações Criminosas (Funcoc) do texto do projeto de lei antifacção aprovado na Câmara dos Deputados — decisão que, na prática, priva a Polícia Federal e a PRF de recursos essenciais para o enfrentamento do crime organizado.
Delegados da PF já haviam suspendido atividades
A mobilização da PRF segue os passos da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), que na segunda-feira (9) anunciou a suspensão de atividades de fiscalização em áreas críticas: controle de armas, atos decisórios, emissão de passaportes e controle de produtos químicos. Para os delegados, o texto aprovado pelo governo PT “retira recursos da Polícia Federal e não garante novas fontes de financiamento”. O Funcoc destinaria ao órgão parte dos ativos apreendidos em operações e prisões de criminosos.
Eleições 2026 na equação
O Funcoc foi proposto ainda em novembro de 2025, durante a gestão do ministro Ricardo Lewandowski, como parte de um pacote de medidas do governo para tentar reverter a imagem de leniência com o crime organizado — pressão que pesa sobre Lula às vésperas das eleições. Com o fundo fora do texto, trabalhadores das forças de segurança acusam o governo de usar o discurso da segurança pública como palanque eleitoral sem oferecer a contrapartida financeira necessária. As categorias articulam agora para que o Congresso aprove o Funcoc como proposta autônoma.