PETROBRAS SUSPENDE LEILÃO DE COMBUSTÍVEIS: Empresa Reavalia Estoques em Meio à Crise do Diesel e Ameaça de Greve dos Caminhoneiros
A Petrobras suspendeu nesta semana o leilão de combustíveis que estava previsto para atender distribuidoras, afirmando que precisa reavaliar seus estoques internos. A decisão ocorre em um momento crítico: o país enfrenta a iminência de uma greve nacional dos caminhoneiros, revoltados com o preço do diesel nas alturas.
Momento pior não poderia ser
A suspensão do leilão pela estatal joga mais lenha na fogueira. Distribuidoras que aguardavam o lote ficam sem abastecimento garantido, pressionando ainda mais o mercado de combustíveis já sacudido pela alta internacional do petróleo — disparada após os ataques de Israel às instalações gasíferas do Irã, que levou o barril a ultrapassar US$ 109.
Os caminhoneiros, que já organizaram assembleias em Santos e outras cidades, exigem revisão dos preços praticados pela Petrobras. O governo Lula ofereceu R$ 3 bilhões em compensações, mas recusou qualquer revisão da política de preços da estatal. Para os trabalhadores do volante, a matemática não fecha: com o diesel nas alturas, cada viagem representa prejuízo, e o governo opta por defender a Petrobras em vez do empreendedor que move o país.
Trabalhador paga a conta
A combinação de Petrobras suspendendo leilões, diesel caro e guerra no Oriente Médio aponta para um cenário de alta de preços em toda a cadeia produtiva. Quem vai sentir no bolso é o cidadão comum — no supermercado, no frete, no transporte. O governo federal, que prometeu controlar a inflação, assiste à pressão sobre os combustíveis crescer sem apresentar solução estrutural.