🇦🇷 MILEI CONFRONTA A ESQUERDA NOS 50 ANOS DO GOLPE: ‘Memória Completa — Não a Narrativa Kirchnerista’
No dia em que o golpe militar na Argentina completa 50 anos, o governo de Javier Milei publicou nos perfis oficiais da Casa Rosada um minidocumentário de mais de uma hora desafiando a narrativa da esquerda sobre a ditadura. Com o lema “As vítimas que tentaram esconder”, o vídeo pede uma “memória completa” do período — e não apenas a versão seletiva imposta pelo kirchnerismo durante décadas.
O Que Diz o Documentário
O material exibido pelo governo libertário traz o relato de Miriam Fernández, a 127ª “neta recuperada” pelas Avós da Praça de Maio, que se recusou a mudar de sobrenome e defende que sua infância foi “linda” — criada com “amor e valores” pelos pais adotivos. Também aparece Arturo Larrabure, filho de um militar assassinado por grupos guerrilheiros esquerdistas. O documentário aponta os governos kirchneristas como responsáveis por uma “campanha política massiva e tendenciosa” iniciada em 2003 para impor uma narrativa vingativa à sociedade argentina.
Milei e Villarruel: Revisão Histórica como Bandeira
O presidente Milei e sua vice, Victoria Villarruel — filha de um militar —, sustentam que houve uma guerra entre dois lados nos quais foram cometidos excessos, lembrando a atuação de grupos guerrilheiros marxistas como os Montoneros e o ERP. Para Milei, a esquerda monopolizou a memória histórica argentina para fins eleitorais e perseguiu politicamente as Forças Armadas durante décadas. A Argentina, sob Milei, é o único país sul-americano que ousa questionar abertamente essa narrativa — e isso é visto com admiração pelos conservadores do continente.
Esquerda Reage, mas Milei Não Recua
Organizações de direitos humanos e a oposição kirchnerista reagiram com indignação. Cientistas políticos afirmam que Milei rompeu com o “pacto democrático” que prevalecia desde a redemocratização. Milei, no entanto, não recua: seu governo diz que reconhecer as vítimas de todos os lados não é negar crimes — é fazer justiça histórica plena. Para os conservadores argentinos e brasileiros que acompanham de perto a experiência libertária de Buenos Aires, Milei mais uma vez demonstra que coragem política é possível mesmo sob pressão brutal da mídia e da esquerda.