LULINHA NA MIRA: Empresa de Gaveta na Espanha, R$ 19,5 Milhões em Movimentações e Dino Suspendendo a Quebra de Sigilo — A Cronologia do Escândalo
O filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva — o Lulinha —, abriu uma empresa em Madri, na Espanha, em janeiro de 2026, em plena investigação da Polícia Federal sobre o escândalo do INSS. Sem registros de atividades, listada em categoria genérica de “atividades tecnológicas”: uma típica empresa de gaveta — estrutura que existe no papel, mas não opera. A revelação é da Folha de S.Paulo e é o desdobramento mais recente de uma investigação que acumula pontos graves.
Os 6 pontos que comprometem Lulinha
- “Sócio oculto”: relatórios da PF de dezembro de 2025 apontam Lulinha como possível sócio oculto de Antonio Camilo Antunes — o “Careca do INSS” —, com repasse de suposta mesada de R$ 300 mil. Mensagens citam “o filho do rapaz” como beneficiário.
- Envelope com o nome: a PF encontrou um envelope com o nome “Lulinha” durante operação de busca e apreensão.
- Viagem paga pelo investigado: a defesa confirmou que Lulinha foi a Portugal com passagens e hospedagem custeadas pelo próprio Antunes.
- Intermediação de lobista: Roberta Luchsinger — investigada — foi quem apresentou Antunes a Lulinha.
- R$ 19,5 milhões em movimentações: dados identificados na quebra de sigilo mostram essa quantia transitando em quatro anos (2022-2026).
- Empresa de gaveta na Espanha: aberta exatamente quando as investigações se intensificavam.
A resposta das instituições — e a polêmica
A CPMI do INSS aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha em fevereiro de 2026. A base aliada pressionou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para anular a medida — sem sucesso. Dias depois, o ministro do STF Flávio Dino suspendeu a quebra de sigilo por decisão monocrática, devolvendo temporariamente a proteção financeira ao filho do presidente.
Para o trabalhador brasileiro que tem seu sigilo fiscal devassado pela Receita Federal a qualquer momento: um homem sob investigação por suspeita de envolvimento em fraude milionária contra aposentados tem seu sigilo protegido por um ministro indicado por seu pai. A CPMI do INSS segue trabalhando — e a investigação avança, apesar dos obstáculos.
Fontes: Gazeta do Povo, Folha de S.Paulo