🚨 OS “MENINOS” DE VORCARO: PF Identifica Novo Núcleo Hacker que Invadia PF, Judiciário e Interpol — 20 Investigados
A Operação Compliance Zero entrou em nova fase. Além do grupo “A Turma” — braço de intimidação física ligado a Daniel Vorcaro —, a Polícia Federal agora concentra esforços em desvendar um segundo grupo cibernético apelidado de “Os Meninos”. A revelação veio do próprio voto do relator no STF, ministro André Mendonça, que manteve o banqueiro preso.
Quem são “Os Meninos”?
Segundo a investigação, o grupo operava como o braço digital da organização de Vorcaro: invadiam sistemas da Polícia Federal, do Judiciário, do Ministério Público Federal e até da Interpol — organismo internacional de cooperação policial. Esses acessos ilegais abasteciam “A Turma” com informações estratégicas sobre investigadores, promotores e juízes. A PF ainda trabalha para identificar todos os membros: ao menos 20 pessoas são investigadas.
O coordenador do esquema era o homem chamado de “Sicário” — que tentou suicídio em março dentro da superintendência da PF em Minas Gerais e morreu dias depois. Pelo celular de Vorcaro, ele explicou como distribuía os pagamentos: R$ 75 mil por mês para cada um dos “meninos”, além de bônus rateados quando o banqueiro enviava valores extras. Uma mulher investigada operacionalizava os fluxos financeiros.
Alcance surpreendente
A PF não descarta que membros dos “Meninos” estejam ligados a jornalistas e influenciadores pagos para atacar o Banco Central e sua diretoria, e defender os interesses do Master após a intervenção de novembro de 2025. Há ainda indícios de que o grupo tentava derrubar páginas, reportagens e postagens críticas ao banco. Na terceira fase da operação, a PRF interceptou um veículo com dois suspeitos do grupo — dentro do carro, quatro computadores e malas, sinalizando que ao menos um estava em fuga.
O que vem pela frente
- Mais de 100 celulares apreendidos ainda aguardam perícia completa
- 8 celulares do próprio Vorcaro têm análise em andamento
- Vorcaro negocia delação premiada: promete “não poupar ninguém”
- Inquérito prorrogado por mais 60 dias por ordem do ministro Mendonça
Para o cidadão que acompanha o caso: a estrutura revelada pela PF vai muito além de um banco com problemas financeiros. É uma organização com braço hacker, braço físico e capacidade de infiltrar o Estado. E a investigação está longe do fim.
Fontes: Gazeta do Povo, STF