IRÃ REVELA ALIANÇA: Chanceler confirma cooperação militar com Rússia e China — parceria que muda o jogo no conflito
O chanceler iraniano Abbas Araghchi confirmou neste sábado (14) que o Irã mantém uma cooperação militar ativa com Rússia e China mesmo durante o conflito armado com os Estados Unidos e Israel. A declaração foi feita em entrevista à emissora norte-americana MS Now e representa um sinal claro de que Teerã não enfrenta esse confronto sozinho.
Quando questionado se Moscou e Pequim estariam fornecendo inteligência para ataques a alvos americanos, Araghchi foi evasivo, mas afirmou que as nações são parceiros estratégicos com histórico de colaboração política, econômica e militar. A declaração alarma Washington: o conflito pode se transformar rapidamente em uma crise geopolítica de proporções mundiais.
O chanceler também abordou o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo e gás natural liquefeito do mundo. Araghchi disse que a passagem está fechada apenas para EUA e Israel — mas admitiu que a maioria dos navios evita a região por questões de segurança. O eufemismo esconde a realidade: os ataques iranianos a petroleiros desestabilizaram o comércio global de energia.
O bloco autocrata se fortalece
A aliança Irã-Rússia-China representa o maior desafio à ordem ocidental desde a Guerra Fria. Enquanto o Irã absorve o impacto dos bombardeios, Moscou e Pequim fornecem cobertura diplomática no Conselho de Segurança da ONU e suporte mais concreto. O trabalhador e o cidadão do mundo todo já sentem os efeitos nos preços dos combustíveis e no custo de vida.
Sobre o líder supremo Mojtaba Khamenei — filho de Ali Khamenei, que assumiu o poder após o pai ser gravemente ferido — Araghchi negou incapacidade, mas recusou confirmar detalhes. O Pentágono afirma que o líder anterior está ferido e provavelmente desfigurado. A guerra de informações corre paralela à guerra de mísseis, e o bloco Moscou-Pequim-Teerã consolida-se como a principal ameaça à estabilidade global.