IRÃ NÃO CAI FÁCIL: Filho de Khamenei assume regime em menos de 2 semanas e promete linha dura — entenda a ‘hidra’ iraniana
Menos de duas semanas após a morte do Líder Supremo Ali Khamenei em ataques aéreos conjuntos de EUA e Israel, o Irã já tem novo chefe: Mojtaba Khamenei, o filho do aiatolá, foi escolhido pelo Conselho dos Guardiões para suceder o pai. A velocidade da transição surpreendeu analistas e acendeu o debate: por que o regime iraniano é tão difícil de derrubar?
A estrutura da ‘hidra’
Especialistas usam a metáfora da Hidra da mitologia grega para descrever o sistema de poder iraniano. “Você corta uma cabeça e outras crescem”, resume Sébastien Boussois, pesquisador do Instituto Geopolítico Europeu. Diferente de ditaduras tradicionais centradas em um único líder — como as que caíram na Tunísia, Egito e Síria — o Irã opera como uma poliditadura: o poder é distribuído entre instituições clericais, forças armadas, a Guarda Revolucionária e setores estratégicos da economia.
O Conselho dos Guardiões, responsável por vetar leis e filtrar candidatos a eleições, garante que nenhuma facção independente possa desafiar o Estado de dentro. A Guarda Revolucionária, com motivação ideológica profunda, é o músculo do regime — e permanece intacta mesmo após os ataques. Washington e Tel Aviv declararam abertamente que querem mudança de regime. Mas os próprios analistas ocidentais admitem: derrubar o regime iraniano é muito mais complexo do que destruir sua liderança visível.
Mojtaba e a linha dura
Mojtaba Khamenei é conhecido por uma postura ainda mais rígida do que a do pai. Sua escolha sinaliza que o regime não pretende negociar com o Ocidente em posição de fraqueza. Para Trump, que declarou o Irã “totalmente derrotado”, a persistência do regime representa um teste à sua própria narrativa de vitória. O conflito segue aberto — e a região, instável.