DIESEL MAIS CARO: Petrobras reajusta em R$ 0,38 mesmo após Lula zerar impostos — trabalhador paga a conta da guerra no Irã
O trabalhador brasileiro vai sentir no bolso mais um efeito da guerra no Oriente Médio. A Petrobras anunciou na sexta-feira (13/3) reajuste de R$ 0,38 por litro no diesel A em suas refinarias, levando o preço para R$ 3,65 — a maior alta no combustível desde o início do conflito com o Irã. Considerando a mistura obrigatória de 85% diesel A e 15% biodiesel, o impacto nas bombas é de aproximadamente R$ 0,32 por litro no diesel B.
O anúncio veio apenas um dia depois que o governo Lula havia prometido medidas para conter a alta. Na quinta-feira (12/3), o Planalto anunciou a zeragem do PIS e Cofins sobre o diesel — o que, segundo o governo, representaria redução de R$ 0,32 por litro — além de uma subvenção de R$ 0,32 a produtores e importadores. Somadas, as medidas prometiam cortar R$ 0,64 por litro. No dia seguinte, a Petrobras anunciou alta de R$ 0,38. A conta não fecha para o cidadão comum.
Guerra no Irã dispara preço do barril
O barril de petróleo tipo Brent saltou de menos de US$ 90 para US$ 120 com o início dos conflitos no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã — por onde passa um quinto do petróleo mundial — gerou alarme global. Com bombardeios a refinarias no Irã, Bahrein, Kuwait e Emirados Árabes, o mercado de energia entrou em colapso temporário.
Depois de declarações de Trump sugerindo que o conflito pode se encerrar brevemente, o preço recuou parcialmente, mas o Brent ainda opera acima de US$ 100 o barril. O governo Lula, que insistiu em política de preços vinculada ao mercado internacional, agora colhe os frutos amargos da sua própria decisão. O trabalhador brasileiro — que enche o tanque para trabalhar e o agricultor que depende do diesel para produzir — paga a conta.