HADDAD SAI PELA PORTA DOS FUNDOS: O legado do ‘Taxxad’ — dívida explodindo, inflação alta e uma bomba-relógio para o sucessor
Fernando Haddad confirmou nesta semana que deixará o Ministério da Fazenda para disputar o governo de São Paulo a pedido de Lula — cargo que perdeu para Tarcísio de Freitas em 2022 e no qual é amplamente apontado como azarão. O que ele deixa para trás no Tesouro Nacional, porém, é o verdadeiro capítulo a ser analisado: três anos de promessas fiscais descumpridas, impostos sem fim e uma dívida pública fora de controle.
O apelido “Taxxad” não foi inventado à toa. Levantamento de 2025 mostrou que o governo anunciou um aumento ou criação de imposto a cada 37 dias em média. Mesmo assim, os déficits primários marcaram os três primeiros anos da gestão Lula 3. Haddad só conseguiu reduzir os rombos com ajuda do STF — que salvou propostas derrubadas pelo Congresso — e com um superaquecimento artificial do consumo que pressionou a inflação e forçou o Banco Central a subir os juros ao teto. O trabalhador pagou a conta duas vezes: no bolso e no crédito caro.
A Gazeta do Povo sintetizou com precisão: “Apenas em termos relativos, e jamais em termos absolutos, se pode dizer que Haddad encerra sua passagem pela Fazenda como um bom ministro.” Seu único mérito foi não ter cedido completamente à gastança que Lula, Gleisi Hoffmann e Rui Costa pediam. Para o PT, isso era “austericídio”. Para o empreendedor, o trabalhador e a família brasileira que paga impostos, foi insuficiente. Quem assumir a Fazenda vai herdar uma bomba-relógio fiscal — o mesmo roteiro que estourou no colo de Joaquim Levy após o desastre Guido Mantega.