GUERRA NO IRÃ BATE NA MESA DO CAMINHONEIRO: Alta do Diesel Ameaça Frete e Especialistas Pedem Revisão Urgente da Tabela
A guerra entre EUA, Israel e Irã não é apenas uma crise geopolítica distante — ela está chegando diretamente ao bolso do caminhoneiro e do produtor rural brasileiro. Com o Estreito de Ormuz sitiado e o petróleo internacional em alta, o preço do diesel no Brasil subiu de forma expressiva nas últimas semanas, e especialistas do setor alertam para risco de desabastecimento caso o governo não tome providências imediatas.
O deputado federal Pedro Lupion, do agronegócio, foi direto ao ponto: a tabela de frete vigente já não cobre os custos reais do transporte. “A alta do diesel expõe a urgência de revisão na tabela de frete”, afirmou em coluna publicada nesta semana. O problema atinge toda a cadeia produtiva: do campo às gôndolas do supermercado, quem paga a conta final é o trabalhador brasileiro.
Selic alta e diesel caro: o governo sem saída
O cenário se agrava num momento em que o Copom foi forçado a elevar a Selic para 14,75% ao ano — em parte puxado exatamente pela inflação de combustíveis gerada pela instabilidade no Oriente Médio. Analistas divergem sobre a responsabilidade: parte aponta a guerra como fator externo incontrolável; outra parte cobra do governo Lula a irresponsabilidade fiscal que deixou o Brasil sem margem para absorver choques externos.
Produtor rural e caminhoneiro pagam a conta
O setor de combustíveis emitiu alerta formal ao governo sobre o risco de desabastecimento e cobra soluções concretas, incluindo revisão dos tributos federais incidentes sobre o óleo diesel. Para o agronegócio, que já opera com margens apertadas, cada centavo a mais no frete é prejuízo direto ao empreendedor rural. A pressão cresce sobre Brasília para que a crise internacional não vire mais um imposto disfarçado sobre quem produz e trabalha.
AGRONEGóCIO