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MUNDO

Guerra no Irã adia encontro Lula-Trump: Brasil aposta em negociar tarifas em abril

Guerra no Irã adia encontro Lula-Trump: Brasil aposta em negociar tarifas em abril

A ofensiva militar dos Estados Unidos e Israel contra o Irã mudou a agenda diplomática do Brasil. O encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump, que estava previsto para esta semana em Washington, foi adiado e deve ocorrer somente em abril. O governo americano ainda não confirmou nova data.

Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, a reunião se concentrará na agenda bilateral — especialmente na negociação das tarifas ainda impostas sobre produtos brasileiros. Trump anunciou uma taxa global de 10%, com perspectiva de subir para 15% nos próximos dias. Para o trabalhador e o empreendedor brasileiro, a reunião representa uma oportunidade concreta de reduzir o custo das exportações e melhorar a competitividade do agronegócio nacional.

Analistas ouvidos pela imprensa apontam que o Brasil terá que apresentar contrapartidas se quiser avançar nas negociações. Entre os pontos de interesse americano estão: maior acesso ao mercado de etanol, segurança jurídica para empresas de tecnologia, acesso a minerais críticos e cooperação no combate ao crime transnacional. Temas em que o Brasil tem muito a oferecer — e que poderiam ser trunfos para o país nessa mesa de negociação.

Lula adota cautela sobre a guerra

Desde o início da ofensiva contra o Irã, o governo Lula tem adotado postura de cautela nas manifestações públicas. O Itamaraty emitiu duas notas: a primeira condenou a ofensiva dos EUA e Israel, e a segunda manifestou solidariedade a países vizinhos atingidos por ataques iranianos em retaliação. Dentro do próprio governo, há avaliação de que qualquer iniciativa de mediação brasileira no conflito poderia prejudicar a posição do país no cenário internacional — e complicar ainda mais o tão esperado encontro com Trump.

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