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ECONOMIA

GUERRA NO GOLFO AMEAÇA A ECONOMIA MUNDIAL: petróleo pode chegar a US$ 150 o barril e insegurança energética global entra em nova era — Brasil sente o impacto

GUERRA NO GOLFO AMEAÇA A ECONOMIA MUNDIAL: petróleo pode chegar a US$ 150 o barril e insegurança energética global entra em nova era — Brasil sente o impacto

O conflito entre os Estados Unidos e o Irã, que já dura mais de duas semanas, está reescrevendo as regras do mercado global de energia. Segundo análise publicada pela revista The Economist e reproduzida pelo Estadão, o fechamento de fato do Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 15% do fornecimento mundial de petróleo — levou o barril a quase US$ 120, podendo ultrapassar US$ 150 caso o bloqueio se prolongue. Para economistas, o mundo entrou em uma nova era de insegurança energética, com consequências diretas para o trabalhador brasileiro.

O ponto fraco de Trump — e de todos

O presidente Donald Trump, que havia prometido encerrar a campanha contra o Irã “muito em breve”, viu os preços do petróleo oscilarem violentamente ao sabor de suas declarações. Quando sinalizou recuo, o barril caiu para US$ 80; quando a retórica voltou a ser beligerante, voltou a US$ 100. O Irã, por sua vez, demonstrou que pode atacar navios e infraestrutura energética mesmo sendo bombardeado — aprendizado que, segundo The Economist, tornará a perturbação dos mercados de energia “intermitente” mesmo após o fim da guerra. Além do petróleo, o principal terminal de exportação de gás natural liquefeito (GNL) do Catar permanece fechado após ataque com drone, retirando quase um quinto da oferta global do mercado.

O Brasil na conta

Para o trabalhador brasileiro, a conta já começou a chegar. Com a Selic a 14,75% — a maior em 9 anos, reflexo direto do descontrole fiscal do governo Lula — e a instabilidade no preço do petróleo, a pressão sobre combustíveis e inflação é dupla. Economistas alertam que a magnitude do impacto no Brasil dependerá da duração do conflito, mas apontam que o país, apesar de ser um grande produtor de petróleo, não está imune aos efeitos do choque global de energia. A nova ordem que emerge do Oriente Médio já encontra o Brasil em posição fiscal fragilizada — e são os cidadãos e as famílias que pagam a conta.

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