FABIANA BOLSONARO FAZ PROTESTO NA ALESP: Deputada usa tinta para denunciar que ativismo trans invade espaço das mulheres
A deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP) protagonizou um ato inusitado nesta quarta-feira (18/3) no plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Ela se pintou de marrom para questionar a nomeação da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) — pessoa trans — para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados.
Em seu discurso, Fabiana levantou a analogia: se uma pessoa que se identifica como de outra raça não seria aceita à frente de uma comissão sobre racismo, por que uma pessoa trans presidir uma comissão voltada às mulheres? “Não adianta eu me maquiar, eu não sei as dores que vocês passaram. Não adianta eu fingir algo que não sou”, declarou, defendendo que o espaço das mulheres seja preservado para mulheres nascidas mulheres.
A deputada propôs ainda a criação de uma comissão específica para pautas trans, separada da agenda feminina: “Uma trans está tirando o espaço de uma mulher. Que crie a sua categoria, a sua comunidade”. O ato gerou forte repercussão nas redes sociais, com parte da mídia progressista atacando a iniciativa e trabalhadores conservadores aplaudindo a coragem de enfrentar o assunto diretamente.
Família x identitarismo
Para parcela significativa da sociedade brasileira, a questão vai além da política: trata-se da defesa da identidade feminina e dos valores tradicionais da família. Muitos cidadãos veem com preocupação a progressiva ocupação de espaços institucionalmente femininos por pessoas biologicamente do sexo masculino, independente de autoidentificação.