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ECONOMIA

ESCALA 6X1: oposição e empresários se unem para barrar votação — entenda o que está em jogo para o trabalhador

ESCALA 6X1: oposição e empresários se unem para barrar votação — entenda o que está em jogo para o trabalhador

O debate sobre o fim da escala 6×1 promete dominar Brasília até maio de 2026. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou que uma proposta será votada no plenário até o mês de maio. Dois projetos tramitam em paralelo: a PEC 8/2025, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que prevê jornada máxima de 36 horas em escala 4×3; e a PEC 148/2015, já aprovada na CCJ do Senado, que reduz a jornada de forma gradual a partir de 2027, chegando a 36 horas semanais em 2031.

A oposição conservadora já articula uma estratégia clara: unir forças ao empresariado para barrar ou desidratizar o texto. Deputados do PL e aliados avisaram que não aceitarão uma redução abrupta de jornada que possa destruir postos de trabalho no setor formal. O argumento é legítimo: em um país onde mais da metade dos trabalhadores está na informalidade, aumentar o custo do emprego formal é receita para empurrar o cidadão de volta para o subemprego e a precariedade. O setor produtivo alerta que, para pequenos empreendedores, a medida pode representar falência — não redução de jornada.

Eleitoreiro ou genuíno?

Deputados do Centrão e da oposição descrevem a proposta como claramente eleitoreira: Lula quer o crédito político em ano de campanha, sem se preocupar com as consequências para a família empreendedora brasileira. O próprio Hugo Motta defendeu que “não há como mudar mensalmente a alíquota de impostos de nenhum setor” — e a lógica vale aqui: alterar as regras trabalhistas às vésperas das eleições sem diálogo real com quem gera emprego é irresponsabilidade. O trabalhador brasileiro merece mais emprego, não menos horas com o mesmo desemprego estrutural.

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