Uma pesquisa Datafolha divulgada no último sábado (7) trouxe dado relevante para o cenário eleitoral de 2026: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a rejeição entre os pré-candidatos à Presidência, com 46% dos eleitores declarando que não votariam nele de jeito nenhum. Em segundo lugar, empatado na prática, aparece o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), rejeitado por 45% dos entrevistados.
O levantamento, porém, precisa ser lido com cuidado. Flávio segue encostando em Lula na intenção de voto — a diferença entre os dois caiu de 15 para apenas 3 pontos percentuais no segundo turno simulado. Isso significa que, a despeito do índice de rejeição semelhante, o candidato do campo conservador vem crescendo consistentemente. Para efeito de comparação, os demais pré-candidatos têm rejeições bem menores: o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece com 18%, Ratinho Jr (PSD) com 19%, e Ronaldo Caiado (PSD) com apenas 14%.
O que os números dizem de verdade
A leitura honesta dos dados é clara: Lula está desgastado. Com quase metade do eleitorado recusando explicitamente seu nome, o presidente enfrenta um teto baixo que limita qualquer recuperação. O campo conservador, por outro lado, tem múltiplas opções competitivas — Tarcísio, Caiado e Flávio — com rejeições entre 14% e 18%, muito abaixo do petista. O trabalhador brasileiro já demonstrou nas urnas de 2022 e nas ruas desde então que está disposto a escolher uma alternativa. O Datafolha, mesmo sem querer, confirma: o terreno à direita está fértil para 2026.