DIESEL MAIS CARO HOJE: Petrobras reajusta R$ 0,38/litro em meio à guerra no Irã — trabalhador e agricultor pagam a conta
A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (13) reajuste de R$ 0,38 por litro no preço do diesel A, com vigência a partir deste sábado (14). O preço médio de venda para as distribuidoras sobe para R$ 3,65 por litro. Na prática, o trabalhador que abastece seu caminhão, o agricultor que move seu trator e o consumidor que paga pelo frete já sentirão o impacto ainda neste fim de semana — com alta estimada de R$ 0,32 por litro na bomba.
A justificativa é a pressão do mercado internacional, diretamente alimentada pela guerra entre os EUA e o Irã. O conflito no Oriente Médio elevou o barril de petróleo a patamares que tornam insustentável manter os preços artificialmente represados. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, admitiu que o reajuste era necessário, mas garantiu que a política de preços “continua rigorosamente a mesma”.
O governo Lula tentou suavizar o impacto editando uma medida provisória que zera o PIS/Cofins sobre o diesel nas refinarias — o que, somado a uma subvenção opcional de R$ 0,32, poderia em tese reduzir o preço final em até R$ 0,64. O problema: a adesão é voluntária para as distribuidoras. Não há garantia de que o desconto chegará ao trabalhador no campo ou na cidade.
Quem paga a conta
O reajuste do diesel não é uma notícia abstrata. Diesel mais caro significa frete mais caro. Frete mais caro significa comida mais cara na mesa da família brasileira. O agronegócio — que alimenta o país e sustenta boa parte das exportações — enfrenta agora custos maiores justo quando a guerra derrubou preços de commodities e elevou a incerteza global.
- Alta de R$ 0,38/litro no diesel A a partir de hoje
- Impacto estimado de R$ 0,32/litro na bomba para o consumidor
- MP do governo tenta compensar, mas adesão das distribuidoras é voluntária
- Guerra EUA-Irã pressiona petróleo internacional para cima
- Último reajuste anterior havia sido uma redução em maio de 2025