ALCOLUMBRE BARRA CPMI DO INSS: Parlamentares vão ao STF para forçar prorrogação — comissão encerra em 28 de março
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que investiga o esquema bilionário de fraudes contra aposentados e pensionistas, corre risco de ser enterrada antes de concluir seu trabalho. O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), se recusa a pautar o requerimento de prorrogação dos trabalhos, mesmo com mais de 200 assinaturas de deputados e senadores — número superior ao mínimo exigido de um terço de cada Casa.
Na noite desta sexta-feira (13), o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), o relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e o líder do Novo na Câmara, Marcel Van Hattem (RS), apresentaram mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a prorrogação. Os parlamentares requerem ainda que o relator do processo seja o ministro André Mendonça, já responsável pelo caso do INSS na Corte.
Van Hattem havia protocolado o requerimento de prorrogação ainda em 19 de dezembro, mas o texto nunca chegou a ser lido na sessão do Congresso. “Todos esses fatos demonstram que a Mesa Diretora e o presidente do Congresso Nacional têm se omitido deliberada e recalcitrantemente”, afirmam os parlamentares no documento. Sem sessão deliberativa marcada antes de 28 de março, data em que a CPMI se encerra, os trabalhadores que tiveram seus benefícios roubados podem ficar sem a resposta que merecem.
Por que isso importa
A CPMI do INSS apura desvios bilionários que atingiram diretamente aposentados e pensionistas — os trabalhadores que passaram a vida contribuindo e foram traídos pelo sistema. O esquema envolve sindicatos, associações e figuras ligadas ao próprio governo federal. Fechar a investigação agora, sem depoimentos cruciais já agendados, seria uma afrontosa proteção aos responsáveis.
- A CPMI termina em 28 de março sem prorrogação
- Alcolumbre não pautou o requerimento mesmo com mais de 200 assinaturas
- Ex-presidente da Contag está convocado para depor na segunda-feira
- André Mendonça é o relator pedido pelos parlamentares no STF