DIESEL DISPARA: Guerra no Irã chega no bolso do trabalhador — distribuidoras sobem até R$0,80 por litro
A guerra no Irã já chegou ao bolso do trabalhador brasileiro. Com o barril de petróleo tipo Brent disparando mais de 20% desde o início do conflito no dia 28 de fevereiro, as distribuidoras de combustíveis em pelo menos sete estados já repassaram o aumento aos postos. O diesel foi o mais afetado: em estados como Bahia e Rio Grande do Norte, o produto foi entregue custando até R$ 0,80 por litro a mais do que na semana anterior.
No Rio Grande do Norte, o Sindipostos registrou que a gasolina A saltou de R$ 2,59 para R$ 2,89 — alta de R$ 0,30 — enquanto o Diesel S500 foi de R$ 3,32 para R$ 4,07, um aumento de R$ 0,75 no produto puro. O impacto no preço final ao consumidor já é estimado em torno de R$ 0,64 por litro de diesel misturado. Goiás, Piauí, Paraíba e Rio Grande do Sul também confirmaram reajustes das distribuidoras. Apenas Santa Catarina não registrou aumento até o momento. A Petrobras informou que não realizou nenhum reajuste em seus preços desde janeiro e nega cotas às distribuidoras.
O principal gatilho do choque é o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passam entre 20% e 25% de todo o petróleo negociado no mundo. Embora o Brasil não importe diretamente pelo estreito, os preços internacionais definem o piso de venda da Petrobras. Com o barril batendo US$ 119, os empreendedores do transporte, da agricultura e do comércio já sentem o impacto. O trabalhador que enche o tanque para ir ao serviço ou o agricultor que depende do diesel para a colheita não escolheu essa guerra — mas é ele quem vai pagar a conta.