CUBA CONFIRMA DIÁLOGO COM TRUMP: Díaz-Canel admite conversas secretas com Washington — libertação de presos sinaliza acordo
O presidente cubano Miguel Díaz-Canel confirmou nesta sexta-feira (13) que funcionários do governo cubano mantiveram conversas recentes com representantes dos Estados Unidos, sinalizando uma abertura diplomática inédita em meio à pressão crescente de Donald Trump sobre a ilha.
O Anúncio Histórico
“Funcionários cubanos mantiveram recentemente conversas com representantes do governo dos Estados Unidos”, declarou Díaz-Canel em reunião transmitida pela televisão cubana. Segundo ele, “as conversas foram orientadas a buscar soluções, por meio do diálogo, para as diferenças bilaterais”.
O anúncio confirma o que Trump havia insinuado em janeiro: seu governo conversava com autoridades cubanas de alto escalão. A diplomacia secreta envolveu Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-presidente Raúl Castro, apontado como interlocutor do secretário de Estado Marco Rubio.
Pressão Máxima de Trump
Trump cortou o fornecimento de petróleo venezuelano a Cuba, praticamente paralisando a economia da ilha, e impôs ameaças de novas sanções. O ultimato americano foi claro: “chegue a um acordo ou enfrente as consequências”.
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Contexto: Por Que Agora?
Cuba enfrenta seu pior colapso energético em décadas. Sem petróleo venezuelano e sob bloqueio americano reforçado, Díaz-Canel não tem alternativa senão negociar. Para Trump, um acordo com Cuba seria uma vitória diplomática histórica — especialmente no dia das eleições de meio de mandato nos EUA.
O México celebrou a notícia. “O México sempre vai promover a paz e o diálogo diplomático”, disse a presidente Claudia Sheinbaum.
Fontes: Jovem Pan, CNN Brasil, AFP