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Fé & VALORES

CRISTÃ FUGIU DO IRÃ APÓS VER PAI PRESO POR PREGAR: ‘Nos disseram que a próxima punição seria a execução’

CRISTÃ FUGIU DO IRÃ APÓS VER PAI PRESO POR PREGAR: ‘Nos disseram que a próxima punição seria a execução’

Enquanto o mundo acompanha os bombardeios e as tensões militares no Irã, um lado da história raramente aparece nos noticiários: o de quem nasceu e cresceu sob o regime dos aiatolás e tentou, silenciosamente, viver sua fé cristã. A história de Bahar Rad — nome alterado por razões de segurança — é um retrato brutal do que significa ser cristão em um dos regimes mais fechados do planeta.

Convertida em segredo, vigiada pelo Estado

Bahar conta que seu pai se converteu ao cristianismo ainda na adolescência dela, após assistir a um programa evangélico em língua persa transmitido via satélite. A conversão, que para uma família ocidental seria uma questão de foro íntimo, no Irã tornou a família imediatamente alvo do regime. Parentes muçulmanos passaram a pressioná-los, ligar repetidamente e tentar forçar o retorno ao islamismo. Mas foi quando o pai começou a fundar igrejas domésticas — encontros secretos de cristãos em casas privadas — que o perigo se tornou real.

Um informante infiltrado nos cultos gravou o pai ensinando a Bíblia. O resultado: 13 meses de prisão, interrogatórios, pressão psicológica e abuso físico. Ao ser solto, as autoridades iranianas foram diretas: se voltasse a pregar, seria executado. A família, constantemente monitorada, recebia ligações de números desconhecidos descrevendo exatamente onde tinham estado horas antes. Sem saída, fugiram para um país vizinho há treze anos. Vivem até hoje como refugiados.

A perseguição não termina no exílio

O que chama atenção no relato de Bahar é que nem o exílio trouxe paz completa. O regime iraniano utiliza recursos e redes de contato no exterior para continuar monitorando dissidentes e cristãos convertidos que fugiram do país. A ONG Portas Abertas, para a qual ela trabalha como porta-voz, classifica o Irã na 10ª posição da Lista Mundial de Perseguição — nível extremo, onde cristãos enfrentam vigilância estatal, prisão e risco de morte. A cristã encerra com uma esperança: que a guerra e a pressão internacional abram espaço para uma mudança de regime capaz de trazer liberdade religiosa real ao povo iraniano.

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