CRISE NAS EMPRESAS: GPA, Raízen, CSN e Oncoclínicas ameaçam onda de calotes — juros de Lula destroem o tecido produtivo
O Brasil empresarial está com torniquete no pescoço. Depois dos pedidos de recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar (GPA) e da Raízen — a maior da história do país, com R$ 65,1 bilhões em dívidas —, especialistas alertam que outras gigantes podem entrar na fila: Braskem, Oncoclínicas e Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). O cenário é direto reflexo da taxa Selic a 15% ao ano imposta pelo governo Lula, que estrangula o crédito e inviabiliza a operação de empresas que precisam de capital para crescer e gerar empregos.
A Raízen entrou para os livros de recordes negativos: seu pedido de recuperação extrajudicial é o maior da história brasileira, segundo o Observatório Brasileiro de Recuperação Judicial (Obre). Mesmo assim, o processo cobre apenas metade das dívidas. Debenturistas e investidores que apostaram na empresa amargam prejuízos e não estão dispostos a aceitar qualquer acordo, o que torna o processo ainda mais tenso. Já o GPA conseguiu aval judicial para seu plano de reestruturação, mas ainda carrega R$ 4,5 bilhões em obrigações.
A situação da CSN é ainda mais grave: dívida líquida próxima de R$ 40 bilhões, com ações despencando de R$ 50 para R$ 5,72. A Oncoclínicas, por sua vez, carrega o peso extra de ter entre seus sócios o Banco Master, de Daniel Vorcaro, preso pelo STF. O recado do mercado é claro: quando o governo aperta os juros e expande os gastos sem controle, quem paga a conta é o trabalhador e o empreendedor brasileiro — não a turma de Brasília.