CRISE DO DIESEL: Governo Lula Aciona AGU e PF para Conter Alta e Tenta Negociar ICMS com Estados em Cima da Hora
Com a greve dos caminhoneiros prestes a se concretizar e o preço do diesel nas alturas, o governo Lula entrou em modo de apagão de incêndio na quarta-feira (19): acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Polícia Federal para tentar conter a alta do combustível, e passou a negociar redução do ICMS com governadores. Medidas emergenciais que chegam tarde, segundo críticos — o trabalhador já sente no bolso há meses.
O preço do diesel acumula alta superior a 15% no ano e tornou inviável a operação de milhares de caminhoneiros autônomos, que dependem diretamente do combustível para sobreviver. Em Santa Catarina, pelo menos uma cidade já decretou estado de crise por falta de abastecimento. A assembleia de trabalhadores marcada para esta quinta-feira em Santos pode confirmar a paralisação nacional, que ameaça travar o escoamento de alimentos, medicamentos e insumos por todo o Brasil.
A lentidão do Planalto em lidar com o problema é criticada tanto pelo setor produtivo quanto pela bancada do agronegócio no Congresso. Enquanto o PT articula a reestatização da Vibra e de refinarias — medida que economistas avaliam como retrocesso — os caminhoneiros pedem resposta imediata: redução de impostos sobre o diesel e reajuste da tabela de frete. A crise escancara a contradição de um governo que taxa o trabalhador e manda arroz para Cuba.