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POLíTICA

CPMI DO INSS NA FORCA: 200 parlamentares recorrem ao STF para impedir encerramento da investigação bilionária em 28 de março

CPMI DO INSS NA FORCA: 200 parlamentares recorrem ao STF para impedir encerramento da investigação bilionária em 28 de março

A CPMI do INSS, que investiga a maior fraude contra aposentados e pensionistas da história do Brasil, corre risco de ser encerrada em 28 de março sem que os trabalhos sejam concluídos. Para evitar que a investigação morra no prazo, parlamentares apresentaram mandado de segurança diretamente ao STF pedindo a prorrogação dos trabalhos da comissão.

O pedido foi protocolado pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI, junto ao deputado relator Alfredo Gaspar (União-AL) e ao líder do Novo na Câmara, Marcel Van Hattem (RS). O requerimento de prorrogação já contava com mais de 200 assinaturas — 175 de deputados e 29 de senadores — o equivalente a mais de um terço dos parlamentares de cada Casa. Mesmo assim, o documento não foi lido na última sessão do Congresso em dezembro, em episódio que os signatários classificam como omissão deliberada do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Os parlamentares pedem ainda que o relator do mandado de segurança no STF seja o ministro André Mendonça, responsável pelo caso do INSS na Suprema Corte. O documento é categórico: as próximas sessões do Congresso, marcadas para 17, 24 e 25 de março, não têm caráter deliberativo e não permitem que Alcolumbre realize a leitura e vote a prorrogação antes do prazo fatal. Sem decisão judicial, a CPMI se extingue — e junto com ela, a esperança dos aposentados lesados de ver os responsáveis pelo rombo bilionário prestarem contas.

O que está em jogo

A CPMI do INSS investiga um esquema que desviou bilhões de reais dos trabalhadores que contribuíram a vida toda para a Previdência. No centro das investigações está o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, cujos dados foram isolados em sala-cofre após vazamentos. A comissão acumula depoimentos, provas documentais e apura possíveis ligações com agentes políticos de alto escalão — exatamente o motivo pelo qual setores do Congresso parecem interessados em vê-la encerrada.

Para os trabalhadores brasileiros, o recado é claro: ou o STF garante a continuidade da investigação, ou o dinheiro desviado das aposentadorias simplesmente não terá responsáveis. O mandado de segurança é a última trincheira antes que o prazo expire.

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